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Prof. Dr. Nelson Kilpp

17/02/2009 - Nesta entrevista, o professor Dr. Nelson Klipp fala sobre o lançamento de um dicionário teológico brasileiro.

Com 300 verbetes, distribuídos em 1.030 páginas, o Dicionário Brasileiro de Teologia (DBT), lançado pela Associação de Seminários Teológicos Evangélicos do Brasil (ASTE), envolveu 183 autores de diferentes denominações cristãs na abordagem de temas teológicos tradicionais, nas áreas de História, Bíblia, Ética, Pastoral, Ciências da Religião, Ecumenismo, Teologia e Missão.

O DBT foi pensado para ser instrumento de trabalho e pesquisa a estudantes de teologia dos primeiros anos, mas é um excelente manual de aprofundamento para quem não tem formação teológica, porque os verbetes foram escritos em linguagem simples e acessível, define o pastor Dr. Nelson Kilpp, professor de Antigo Testamento, na Faculdades EST, e que participou do projeto. Na entrevista que segue, Kilpp comenta o Dicionário.


1. Como surgiu a idéia? Por que um dicionário teológico?

Nelson: A idéia surgiu há mais de dez anos entre docentes de teologia que se encontravam periodicamente em simpósios e conferências promovidas pela ASTE (Associação de Seminários Teológicos Evangélicos do Brasil). O motivo era óbvio: não existia um dicionário brasileiro de teologia. Os dicionários teológicos utilizados por estudantes de teologia no Brasil eram traduções de obras produzidas no primeiro mundo.


2. Por que dicionário teológico brasileiro? Ele se limita à teologia feita no Brasil?

Nelson: Dependendo do contexto cultural onde é feita, a teologia enfoca temas diferentes e coloca acentos próprios. A reflexão teológica no Brasil – tanto católica quanto protestante – colocava outros acentos e tinha outras perspectivas que a teologia importada constante nos dicionários e manuais em uso nas faculdades de teologia. O Dicionário Brasileiro de Teologia (DBT) pretende abordar os temas teológicos tradicionais a partir de uma ótica própria e integrar temas importantes não contemplados por obras estrangeiras. Autores e autoras são quase todos brasileiros.


3. O DTB é uma ferramenta importante para quem? Estudantes, teólogos, pesquisadores, pregadores?

Nelson: O DBT foi pensado para ser instrumento de trabalho e pesquisa para estudantes de teologia dos primeiros anos, ou seja, que se encontram na fase de familiarização com a terminologia teológica. Os verbetes foram escritos em linguagem simples e não pressupõem conhecimento prévio de um assunto. Por isso, o DBT é também um excelente manual de aprofundamento para quem não tem formação teológica.


4. Qual foi a participação de professores ou egressos da Faculdades EST na produção do Dicionário Brasileiro de Teologia?

Nelson: A responsabilidade maior na produção do DBT recaiu sobre as instituições teológicas brasileiras com cursos de pós-graduação. Por isso, a participação de professores e professoras do presente e do passado, bem como de ex-alunos e ex-alunas de graduação e pós-graduação da Faculdades EST, é bastante significativa. Em torno de 40% dos autores estão ou estiveram, de uma ou outra forma, vinculados a Faculdades EST.


5. Quantos verbetes constam no DTB, de que tipo?

Nelson: O DBT tem 300 verbetes das seguintes áreas da Teologia: História, Bíblia, Ética, Teologia Prática/Pastoral, Ciências da Religião, Ecumenismo, Teologia Sistemática e Missão. Os verbetes têm normalmente em torno de 8 mil caracteres, alguns verbetes especiais, 12 mil caracteres.

6. Quais foram os critérios usados para definir os verbetes que devessem constar no dicionário?
Nelson: Os verbetes foram escolhidos por equipes de especialistas nas diversas áreas da teologia que atuam em seminários e faculdades de teologia de diferentes denominações e regiões geográficas do Brasil. Os critérios utilizados para a escolha dos verbetes foram a tradição protestante e o contexto brasileiro.


7. Quantas pessoas trabalharam na pesquisa, de quantas igrejas? Quem coordenou o projeto?

Nelson: Os 300 verbetes do DBT foram escritos por 183 autores das mais diferentes denominações cristãs, inclusive de religiões não-cristãs. Predominam autores e autoras de instituições teológicas filiadas à ASTE.


8. A pesquisa consumiu quanto tempo?

Nelson: Em 1998, a Assembléia da ASTE decidiu retomar a idéia mais antiga do DBT, dando, portanto, início ao trabalho. Na Assembléia de 2008, o DBT foi lançado.


9. O DBT é inédito ou existem outros dicionários do gênero?

Nelson: Creio ser inédito no Brasil.


10. Qual a tiragem?

Nelson: A tiragem inicial foi de 3000 exemplares.


11. Como o DBT foi financiado?

Nelson: O DBT foi financiado com ajuda de agências ecumênicas internacionais e com o próprio fundo de publicações da ASTE.


12. Como será vendido? A que preço?

Nelson: O DBT será distribuído pelas principais editoras do ramo. O preço de capa da obra (1.030 páginas) ficará em torno de R$ 100,00.


13. Qual o significado desta publicação para a trajetória da Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE)?


Nelson: O DBT é, sem dúvida, a obra mais importante publicada pela ASTE até o momento.


14. Quais foram os critérios utilizados para a escolha dos autores do dicionário?

Nelson: A escolha dos autores levou em conta, além da qualificação acadêmica, a diversidade confessional, regional e de gênero.


15. Existem outros projetos afins em vista?

Nelson: O programa de publicações da ASTE é bastante variado, mas no momento não se prevê uma obra da envergadura do DBT. 


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