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Celebração Ecumênica 500 Anos da Reforma


Celebração Ecumênica 500 Anos da Reforma

A Catedral Metropolitana de Porto Alegre foi palco nesta quinta-feira, dia 28, da celebração Ecumênica alusiva ao Jubileu dos 500 Anos da Reforma. O evento inédito lotou a Catedral Metropolitana de Porto Alegre, onde o arcebispo Dom Jaime Spengler O.F.M. recebeu cristãos luteranos/as, católicos/as e de outras confissões para um culto sob título "Do conflito à comunhão".

Concebido em 2015, durante simpósio da Comissão Bilateral de Diálogo Católica-Luterana, em São Leopoldo, que contou com a presença da presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), pastoras e pastores sinodais e bispos católicos, além de assessoras e assessores, o evento ecoou a celebração de 31 de outubro de 2016, em Lund, na Suécia. Na ocasião, o papa Francisco e o presidente da Federação Luterana Mundial, o bispo palestino Munib Yunan, presidiram a celebração. A liturgia deste evento serviu de base para a celebração de Porto Alegre, tendo sido adaptado para o contexto brasileiro. Em Porto Alegre, o culto foi presidido pelo arcebispo anfitrião e, além dele, pelo bispo responsável pela área de ecumenismo e diálogo inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Dom Francisco Biasin, pelo Pastor Presidente da IECLB Dr. Nestor Paulo Friedrich, e pela Pastora Primeira Vice-Presidente da IECLB Silvia Genz, contando, ainda, com expressiva presença de pastoras e pastores sinodais da IECLB e bispos católicos, presbíteros, diáconos/as, religiosas e religiosos e lideranças leigas.

Pastor Nestor e Dom Biasin foram os pregadores do culto; Dom Biasin também leu uma mensagem da presidência da CNBB, a qual representou no ato.

A parte musical contou com o Coral (católico) São Pedro, o grupo Cantabile da igreja matriz da IECLB de Porto Alegre e o grupo Ânima, da Faculdades EST, sob direção do Prof. Dr. Rodolfo Gaede Neto (foto).

A Faculdades EST foi representada pelo Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa e professor de ecumenismo, Prof. Dr. Rudolf von Sinner, junto com mais de 50 pessoas, entre docentes e discentes (foto). O evento mostrou de forma envolvente que, após 50 anos de diálogo bilateral e muita pesquisa, as condenações mútuas do século XVI perderam seu objeto. A Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, assinada em 31 de outubro de 1999 pelo Pontifício Conselho pela Promoção da Unidade dos Cristãos da Igreja Católica e por representantes da Federação Luterana Mundial, estabelece um consenso em "verdades básicas" acerca do assunto que mais dividiu as igrejas à época. Em 2006, a Conferência Mundial Metodista e, em 2017, a Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas também assinaram o documento, ampliando a consenso a comunhão ecumênica. O documento não nega que há divergências contínuas, mas o que une as igrejas já é considerado maior do que aquilo que as divide. "Presenciamos um evento verdadeiramente histórico e corajoso. Mostramos que somos um corpo de Cristo que, com todas diferenças e divisões, consegue dar passos significativos de aproximação e superação das antigas inimizades, hoje ao menos teologicamente superadas. A mais importante contribuição da Reforma, a volta para a orientação do Evangelho no intuito de ter presença pertinente e relevante na contemporaneidade, é já de longe preocupação destas duas igrejas - e de muitas outras, querendo contribuir para o bem de todas e todos na sociedade, caminhando do conflito à comunhão", pondera o Prof. Rudolf.

 




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